03 February 2012

Jornalismo de dois gumes

Conforme a vida é uma máquina de surpresas em constante movimento, por vezes o mundo se depara com tragédias, algumas de proporções que chocam a qualquer pessoa com o mínimo de sensibilidade.
Nesta última semana tivemos a primeira tragédia do ano de 2012, aqui no Brasil. E deparar-se com a queda de três edifícios comerciais de uma vez só não é algo que acontece todo dia, é algo que naturalmente emociona e instiga a sociedade.
Diante dos fatos, a imprensa mais uma vez se dissolve quase que totalmente na cobertura integral dos acontecimentos no Rio, o que também é normal.
Mas cobrir os enterros das vítimas, entrevistar pais, esposos e filhos no auge do desespero de suas perdas é algo que me faz indagar:
Será mesmo esse o papel da imprensa, que por tantas vezes, na maioria delas, aliás, está ao lado do povo e os defendendo da tirania?
Somos, por natureza, um país sofrido, mas caminhamos rumo a horizontes brilhantes. Sejamos diferentes dos "tablóides"!