18 September 2011

O novo velho Blink

Pra começar essa review, antecipo o que era óbvio: Quem pensou que teríamos um novo álbum do Blink 182 de doze anos atrás, se decepcionou com o mais novo lançamento do trio de San Diego, o Neighborhoods.
Eu, que acompanho o trabalho do trio mesmo após o hiatus, anunciado no segundo semestre de 2003, e acredito que a maioria dos fãs das antigas, já esperava que o que teríamos eram letras mais maduras e, obviamente, arranjos também (principalmente).
Na verdade o que eu esperava para esse álbum era um mix das bandas de Tom Delonge, a Angels and Airwaves - que veio a publico em 2006 e continua sendo projeto paralelo de Tom, mesmo após a volta do Blink, com um som totalmente “viajado”, com efeitos de guitarra “espaciais”, sons sintetizados e letras filosoficamente românticas. - e a banda Plus 44, de Mark Hoppus e Travis Barker, que teve uma carreira menos bem-sucedida e duradoura. Ou seja, esperava um som rápido, com a pegada cada vez mais trabalhada do (opinião pessoal) melhor batera dos últimos 10 anos, porém, com letras amadurecidas e rifes vibrantemente “espaciais”.
A impressão que tenho, até o momento, é a de que acertei na mosca!
No começo pensei até que teríamos uma banda mais Angels and Airwaves do que Plus 44, através da primeira faixa, ou melhor, o começo dela. Mas a própria primeira faixa já diz o que serão as próximas faixas, um verdadeiro mix mesmo.
A parte ruim dessa volta fica por conta do clipe para o primeiro single, Up All Night, que traz uma espécie de clipe das antigas, onde as letras e atitudes do Blink eram totalmente voltadas ao público teen, os chamados “revoltados sem causa”. Nitidamente não tem nada a ver com as novas músicas e com as próprias fases dos integrantes da banda, e não passa de uma jogada frustrada de tentar resgatar os velhos fãs, agregando novos jovenzinhos nessa investida.
Mas voltando ao foco principal que é a música, Travis Barker, o “batera de todos os ritmos”, agrega a esse novo álbum uma diversidade de ritmos e batidas nunca antes ouvida em álbuns da ex-punk rock Blink.
Sobre as pessoas que (já ouvi) dizem que o novo álbum é decepcionantemente ruim (estou sendo diplomático, evitando os palavrões), acredito que são muito inocentes e deveriam estar mais decepcionados com o último álbum do Blink, antes do hiatus, o auto-entitulado Blink 182 de 2003, que foi o primeiro deles a introduzir essa nova fase musical do trio.
Em minha humilde opinião, o Neighborhoods é umas quatorze vezes (número de faixas na versão Deluxe) melhor do que o álbum de 2003.
Em relação ao futuro da banda é difícil dizer, pois, existem duas questões que podem atrapalhar: A fase de seus integrantes, como a de Mark Hoppus que se divide entre a banda e seu talk-show na TV Fuse, e a dificuldade em atrair seus antigos fãs e um novo público ao mesmo tempo.
Para encerrar deixo uma recomendação aos antigos admiradores da pegada Blink: A faixa “Heart's all gone”...


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