11 July 2011

Mercado mobile: A batalha continua

Quando se participa de um evento de tecnologia com foco em desenvolvimento de software, a ultima coisa a se esperar é que você sairá com uma opinião formada sobre qual melhor tecnologia a se utilizar, principalmente se tratando do grande caldeirão do segmento mobile, que está em fase fervente por aqui.
Não foi diferente com a minha participação na trilha mobile do TDC2011. E como um típico desenvolvedor apegado que sou (e que luta para deixar de ser), cheguei, assim como muitos (me arrisco a cogitar maioria) dos desenvolvedores ou entusiastas do segmento mobile, agarrado a idéia de que nada se compara e nada fará tão bem à humanidade (entenda-se comunidade de desenvolvedores) quanto a plataforma "Googleana" do Android.
Porém, como disse, procuro lutar contra a idéia de que, o que me faz bem é o bem e pronto! Tentando com todas as forças, participei de mente aberta e procurei me atentar ao que tinha a dizer cada um dos quatro principais "donos" do segmento na atualidade.
A Nokia, com seus números avassaladores (100,3 milhões de smartphones vendidos no ano de 2010) fez uma coerente menção aos featurephones (celulares modernos, porém, que ainda não se encaixam na categoria smartphone), que ainda representam a grande maioria de aparelhos vendidos no mundo. A novidade da Nokia para nós, desenvolvedores, é a  tecnologia de interface com usuário que permite aos desenvolvedores e designers trabalharem em conjunto para criarem interfaces animadas, sensíveis a toque e aplicações leves, o qtQuick - que utiliza-se da linguagem declarativa QML, uma espécie de mix entre CSS e Javascript.
O que pude observar sobre a proposta da Nokia, é que a mesma busca um nicho que acabou sendo um pouco esquecido pelas concorrentes e isso pode se tornar seu grande trunfo. Ou não, se a gente levar em consideração a grande crescente das vendas de smartphones nos últimos meses. Inclusive uma das grandes novidades tecnológicas empregadas pela Nokia - com amplo suporte através do qtQuick - o NFC, que é uma espécie de bluetooth, mas com emparelhamento quase que on touch, não me agrada e não consegue me convencer de que será uma grande sacada.

Sobre o Android, o queridinho, inclusive meu, graças ao meu esforço de não querer ser parcial, acabei entendendo que a publicação das aplicações no Android Market é um pouco complexa demais. Tudo bem vai, mas tudo isso porque a segurança oferecida pela plataforma é cruelmente (para a concorrência) impecável! Tá aí, não consegui ser muito imparcial... Mas também, como não pender para o lado da maior e mais inovadora empresa de tecnologia de todos os tempos, ainda mais contando com a presença de um dos seus legítimos representantes (Daniel Galpin, no Google desde Maio de 2010).Mas enfim, agora falando sobre uma outra empresa querida por muitos, a Apple, assisti o testemunho de dois empresários muito bem sucedidos no explosivo mercado de games para celulares (Bruno Machado e Luiz Menezes). As divertidíssimas dicas sobre esse segmento realmente abafaram qualquer propaganda feita a plataforma da Apple. Aliás, toda e qualquer boa propaganda de qualquer produto dessa empresa é desnecessária, mas me faz lembrar que pra ter um equipamento deles devo desembolsar no mínimo alguma grana... Sem falar que - e até mesmo por esse último motivo - a fatia abocanhada pela empresa de Steve Jobs dificilmente será maior que a concorrência, apesar da qualidade de seus produtos. Porém, analisando a plataforma, em si, cheguei a conclusão de que a publicação na AppleStore é mais fácil do que no Android Market, inclusive se tratando de lucratividade.
Devo mencionar uma dica do Luiz Menezes que não me sai da cabeça:


Para se ter sucesso com games para celular, além de outras coisas, é preciso idealizar jogos de rápido desenvolvimento, que demorem no máximo dois meses para se desenvolver, pois, é com a quantidade de produtos que se ganhará mais, até pelo baixo valor de venda que deve-se oferecer na AppleStore. - fica a dica.
Por último o que mais me impressionou. A Microsoft, odiada por poucos e utilizada por muitos, me surpreendeu com o seu novo Windows Mobile 7. Mesmo! Vou logo para a minha impressão:
O WM7 vem para, sem dúvida alguma, concorrer diretamente com o já sucesso Google Android. E vem forte, com uma proposta, como todo produto Microsoft, ao mesmo tempo baseada em sucessos já concretizados, como o Android e também inovadora, com foco na usabilidade simples e eficiente. E para completar a tentação para os desenvolvedores de mente aberta, as ferramentas facilitam cada vez mais, e "esfregam na cara" um ganho de produtividade absurdo, em vista de IDE's e SDK's concorrentes.

Minha conclusão na verdade já foi escrita no começo desse artigo, sair de opinião formada disso tudo é praticamente impossível, pois, a sardinha acabou se dividindo em quatro, mas o que eu posso afirmar, com certeza, é que vem por aí mais um capítulo da batalha de titãs "Microsoft versus Google". Escolha seu lado mas se possível dê atenção aos dois, pois o mercado mobile está a mil, a milhão, e quem souber agradar a Gregos e Troianos se dará bem, com sua porcentagem na mão.


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