19 June 2011

PL122


Essa algumas pessoas já conhecem, é uma nota que postei no meu Facebook há algumas semanas atrás. Estou postando novamente, dessa vez aqui no blog, por dois principais motivos: O primeiro é a falta de inspiração que me é peculiar nesses últimos dias. A segunda é que por aqui, a chance de mais pessoas conhecer este fato é maior, já que o Facebook é um recurso mais exclusivo.
Antes da nota, acredito que é bom sim esclarecer que não faço parte dos beneficiados pela PL122. É que infelizmente no Brasil e no mundo, as pessoas se sentem receiosas em defender alguma causa que não seja em seu próprio benefício, com medo de serem confundidas. Oras, se eu defender (e defendo) a luta dos negros contra a discriminação que sofrem, de repende as pessoas vão me ver negro? Ou se defender o direito aos cadeirantes, amanhã as pessoas vão começar a me ver de cadeira de rodas? Se vão, não me importo. Fica a deixa para quem é contra a discriminação ou até mesmo a favor, de opinarem sobre a questão e defenderem seus pontos de vista. O que precisa ser realmente mudado no mundo, é que devemos lutar não somente pelas causas que nos beneficiam, devemos parar de se preocupar apenas com o próprio bem-estar, pois isso é muito fácil e não ajuda ninguém, pois você sozinho não é ninguém...

PL122

Acabo de receber a seguinte petição para um abaixo-assinado:
"Graça e Paz.
Esse abaixo-assinado é contra a lei PL122. Quero deixar bem claro, que nós cristãos não somos contra o Homossexual, somos contra o Homossexualismo.
Diga NÃO a PL122/2006"
A essa pessoa, na qual (felizmente) não faz parte do meu círculo de amizade, eu diria:
Antes de qualquer coisa, você deveria fazer um protesto contra a pedofilia (homossexual), que rola solta nas igrejas pelo mundo, inclusive a sua.
Incrível alguém ter a coragem de levantar um protesto contra uma lei que garante um pouco mais de liberdade em nosso país. Independente de qualquer coisa, a PL122 tem teor de Liberdade, algo que a maioria das pessoas nesse país pensa existir em sua plenitude. O melhor (ou pior), dizer ser contra homossexualidade e não contra homossexuais é algo digno de nosso desprezo, pois, por si já se caracteriza como sendo algo "pensado" por um acéfalo. O dia em que as pessoas seguirem seus próprios pensamentos, e não o de um padre ou pastor, terão a noção do quão estavam equivocadas, pois, saberão que perseguir alguém por sua condição sexual, é perseguir um irmão/ irmã por pura e simples ignorância, e terão a noção de que trata-se do mesmo "critério" utilizado por grandes bestas, como Adolf Hitler, e o grande erro do ser humano é se esquecer de fatos como o holocausto - opinião pessoal.Nada contra (nem a favor) de religiões, apenas contra maldades, como a repressão a liberdade.
Caso recebam um email como esse que recebi, pedindo para assinar contra a PL122 e resolvam enviar pra mim, antes disso, enfiem esse email no meio de suas consciências e mandem pra lixeira!


14 June 2011

Pobres ricos miseráveis

Vou me passar por rico por um dia. Será que me dou bem? Rico não gasta dinheiro, pois, mesmo tendo muito, todos em sua volta fazem questão de paparicá-lo. Consequência disso? O rico é tratado como um miserável.
O rico não paga balada, é VIP! Recebe todo tipo de presente. Oferece também, mas é isso, os presentes são moedas de troca. Em dinheiro mesmo, o rico nem encosta.
Talvez a inspiração pra esse texto tenha vindo há uns quarenta minutos atrás, quando me deparei com um senhor pedinte no semáforo - leia-se bem senhor mesmo, estilo papai-noel, só que claro, magrinho, coitado. Sim, porque, rico que é rico mesmo é gordinho: Grande preferência entre as mulheres que se preocupam mais com as contas da academia e do spá do que com o que sai de suas belas bocas.
É, não sei se me passaria muito bem por rico, enfim...
Tudo o que o senhorzinho maltrapilho queria era, acreditem, ser rico! Só assim ele ganharia algumas moedinhas - aquelas, que a gente guarda no bolso, joga em algum canto quando chegamos em casa e ali ficam por tempos sem serem incomodadas - sem esforço algum, sem ao menos ter que pedir e se sujeitar a ser ignorado por nós, os pobres...


13 June 2011

Povo sem educação não quer educação

Amanda Gurgel, professora
O mundo acompanhou há alguns meses atrás um movimento que tomou proporções gigantescas através da internet, que culminou na queda de um chefe de estado, o ditador Hosni Mubarak, no Egito. Antes e após esse acontecimento, que ficou marcado como sendo a mais importante e legítima manifestação popular, utilizando-se das novas tecnologias de interação social da internet, outras semelhantes ondas de protestos e reivindicações tomaram conta da grande rede.
No Brasil houveram episódios semelhantes e até inusitados, como o protesto contra uma parte dos moradores do bairro paulistano de Higienópolis, que foram contra a construção de uma estação de metrô e acabaram virando motivo de piada, além é claro, revolta e top-trend no Twitter. Aliás, os brasileiros estão freqüentemente no topo da lista dos assuntos mais comentados do mundo nessa rede social. Os assuntos são diversos, desde a dança dos famosos até o Thiago Neves, depois de marcar um gol pelo Flamengo (aliás, o que só comprova, infelizmente, qual a maior torcida do Brasil...).
Há alguns dias atrás fiquei muito empolgado depois que um vídeo de uma professora nordestina (Amanda Gurgel), dizendo umas boas verdades a nossos "queridos" governantes, caiu nas graças do povo conectado brasileiro. E mais ainda depois que, ela própria, convocou os twitteiros de plantão para uma grande manifestação através da rede, reivindicando uma parcela maior do PIB brasileiro destinada a educação do país.
Minha empolgação logo se transformou em desânimo total para com a maioria dos compatriotas, que levaram a Sabrina Sato ao top-trend, por conta de seu novo penteado, ao invés da manifestação a favor da educação, única e desgastada ferramenta capaz de eliminar qualquer problema de uma comunidade, nação e do mundo.
Antes das conclusões que vos é direito, falo e escrevo sobre educação de boca e mão cheios, pois, sou testemunha viva do que a educação pode trazer de benefício e transformação a um ser humano. E a transformação de um país começa com a transformação de cada um que faz parte dele.
A educação não necessita ser imposta, mas necessita ser direito, o que não é em várias partes do mundo, coisa que nem todos sabem ou se importam. O que quase todos sabem e, ainda assim continuam não se importando, é que educação é palavra de baixo calão para alguns (maioria) dos governantes.
E não, quando falo sobre educação, não me refiro a algo abstrato como quando falamos sobre a paz - "eu quero a paz, vamos lutar pela paz..." - não, me refiro a merenda descente, materiais didáticos de qualidade e modernos, condizentes com a era tecnológica em que vivemos. Coisas concretas e pagáveis, pois dinheiro jamais deveria faltar. Não tem aula porque? Não tem professor? Porque? Porque ninguém quer se matar a míseros trocados.
Hoje a área de tecnologia, na qual tenho o orgulho de atuar, sofre um déficit de pelo menos 90 mil profissionais no Brasil, tendo as empresas brasileiras que, por muitas vezes, recrutar estrangeiros para atuar aqui. Por que?
Porque pessoas que poderiam fazer a diferença, lutando, reivindicando um lugar melhor pra se viver, preferem gastar a energia de um clique, para comentar o cabelo de uma personagem de silicone que vai contra tudo o que a mulher luta há anos: reconhecimento por ser inteligente e capaz, tanto quanto os homens. Ao invés disso, poderiam gastar a mesma quantidade de energia apoiando a luta de, essa sim, uma mulher de verdade, que não se alienou nem se entregou à imposição do estado de manter seu rebanho confinado e produzindo energia para suas engrenagens tortas.
Para me sentir melhor, procuro pensar que as pessoas que não ligam para uma manifestação em massa em pról da educação, devem agir assim por coerência. Isso! coerência, pois estariam protestando contra pessoas pelas quais elas mesmo elegeram...
Mas eu? nem desse mal eu sofro, pois meus votos nulos jamais (espero) pertencerão a eles.
Enquanto isso, a educação continuará soando como uma blasfêmea, pois, só assim eles continuarão fazendo o povo pensar que votar em palhaço é sinal de protesto e que voto nulo elege os maus...


10 June 2011

Saudades do Oeste

Existem certas notícias que nem deveriam ser veiculadas, muito menos comentadas, como vou fazer agora, para não se tornarem Ibope. É que o nível de indignação é tamanha que se torna o tipo de coisa impossível de não reverberar pelos quatro cantos.
Há alguns dias atrás fora assassinado um estudante da USP, Felipe de Paiva, de 24 anos. Ontem, um dos autores do crime se entregou a policia. Mas não, esse não é o protagonista...
Ao ser questionado sobre a possibilidade de o bandido entregar a identidade e paradeiro do outro participante do crime (apontado como o autor dos disparos), o advogado do criminoso, se é que se pode o entitular assim, disse na maior naturalidade do mundo que "bandido tem código de ética", que "bandido não entrega bandido"...
Isso me fez pensar o quanto eu vivo em uma era chata e como eu gostaria de estar vivendo no Velho (e bom) Oeste, onde nem mesmo os bandidos seguiam regras e códigos de ética...


09 June 2011

O "re-início"

Em 2007 eu lançava a primeira versão do meu site. Uma espécie de "jogo", onde o visitante circulava por um apartamento fictício, onde encontrava um pouco das coisas que eu gosto e me inspiram. O site era integralmente em Flash, uma tecnologia que na época ainda "bombava".
Em 2009 o site ganhou ares de blog, pelo menos era a idéia. Foi desenvolvido em .net e no começo ganhou algumas postagens. Algumas, pois não tive muito tempo para postar muita coisa por motivos de força acadêmica maior.
Agora, em 2011, o meu site se torna por inteiro, um blog. Pelo menos agora ele se utiliza de um serviço desse.
Desviando um pouco da idéia de 2009, onde eu pretendia postar mais sobre tecnologia do que qualquer outra coisa, dessa vez pretendo que esse tema seja o menos lido por aqui, afinal, não me considero nerd, geek ou algo do gênero, apenas trabalho com vários deles. E esses colegas falam muito bem sobre o tema, portanto, não há necessidade de cultuar isso aqui.
Pretendo apenas escrever sobre o que vem na cabeça, seja filosófico ou inútil mesmo.
E dessa vez pretendo escrever mais... mas não esperem que esse "mais" seja "muito", pois até eu duvido...