29 November 2011

Pra onde vai o mundo? Pra onde ele vai?

Há alguns anos o Brasil vem despontando como uma rica nação e em franco desenvolvimento. Esta semana mesmo, a presidente Dilma e o suposto boom do crescimento renderam sete páginas na respeitada revista estadunidense The New Yorker. Tudo isso em meio a uma crise sem precedentes no mercado mundial, que afeta principalmente a economia de países europeus.
Ainda essa semana, a própria presidente Dilma lançou um discurso que, a muitos ouvidos pode soar normal ou até acolhedor, mas que a meu ver não passou de uma declaração assustadora!
Disse ela, entre outras coisas, que o Brasil passará forte por essa crise graças a incentivos para que o consumo aumente, sustentando assim a forte economia do país. Que o país tem potencial para crescer, gerar riquezas e expandir o consumo, seja interno ou externo, disso se restam dúvidas elas são poucas.
Mas, a grande questão é, esse país tão importante para o futuro (menos trágico) do mundo, que detém a biodiversidade mais rica do planeta, está preparado para lidar com as consequências devastadoras de um consumismo desesperado e inconsequente? Estariam nossos líderes preocupados com a preservação dos recursos, controle e diminuição de poluentes, através de políticas de proteção ambiental inteligentes, rígidas e funcionais?
Vide o caso Belo Monte e tire suas conclusões a respeito de quão estamos preparados para lidarmos com nosso desenvolvimento econômico.
O Brasil deve sim manter o foco, continuar oferecendo oportunidades a cada vez mais cidadãos, porém, continuar errando como os grandes vilões da história será mais do que uma luta em vão, será garantir o ingresso do mundo no inferno da extinção.
Esse país tem tudo para se tornar a maior potência do mundo atual, mas isso se crescer de maneira inovadoramente sustentável, preservando o que o torna realmente o mais rico de todos. Temos capacidade, temos pessoas inteligentes que estão por aí, nas Universidades, desenvolvendo maneiras eficientes de tornar tudo isso possível. Basta agora aqueles que detêm o poder, fazer valer.
Se você não consegue se preocupar com uma geração sequer além da sua, favor ignorar o texto acima.


09 November 2011

EstUSPidez

por nada... mas há uns dois meses, mais ou menos, todos reclamavam da falta de segurança na USP-SP, inclusive com um caso de assassinato e vários assaltos. Me lembro nitidamente de todo mundo criticar o fato de a policia não estar ali presente...
Então, a policia aparece, e um bando de filhinho de papai, vestindo GAP e afins e fumando com o dinheiro da mesada, quebra tudo (aquilo que nós pagamos) sem causa alguma, ou pior, alguns alegando que o lugar da polícia é atrás de bandido (e será que eles por alguma vez pensaram na possibilidade de que eles próprios possam estar contribuindo com os citados bandidos?).
Contra a opressão dos militares? Sempre!
Mas... faça-me o favor essa (pouca) criançada da USP-SP... sou totalmente a favor de levarem é muita borrachada... e não é de Raider.
E se existir mesmo alguma causa que justifique tanta estupidez e a mídia estiver manipulando, que digam, que mostrem de alguma forma à sociedade, com atitudes verdadeiras, e não com demonstrações de rebeldia sem causa!

Complemento

‎"Em um País em que, infelizmente, a inclusão digital ocorre antes da inclusão moral e cívica" - Retirei esse trecho de um post no Facebook, vindo de um defensor dos estudantes. E me fez pensar:
Graças a tal inclusão digital citada, hoje o cidadão tem (por enquanto) poder de ser ainda mais forte do que a mídia manipuladora que sempre conhecemos nesse país. Infelizmente não é o que eu vejo nesse fato lamentável... Se existe alguma causa real e concreta por lado dos estudantes, algo está falhando na comunicação. Isso fica evidente quando vemos que entre milhares de estudantes (são 9.567 em vagas a cada vestibular), apenas 2.000 concordaram com a paralisação das aulas em protesto as ações da polícia.

Há meses os estudantes chilenos vivem dias tensos em protestos e confrontos. Porém, lá o objetivo é claro: Melhores condições da educação. Fica a dica.


08 October 2011

E às origens: Vida longa!

Aquele que prossegue no caminho, que luta, cai e vence. Este ninguém será, enquanto renegar aquilo que não é somente seu ponto de partida, mas também o seu ponto de equilíbrio, seu ponto de retorno nos momentos difíceis que lhes são inevitáveis e indispensáveis para sua evolução.
Esquecer suas origens, desvalorizar as pessoas que lhe trouxeram até aqui, ou mesmo os obstáculos superados é desvalorizar a si próprio.
Não fazeis de seu futuro brilhante a falta de onde veio. Faça de onde veio um lugar melhor, graças a seu futuro brilhante.
Na correria do dia-a-dia nos esquecemos sempre que, tudo o que ocorre em nossa volta, por mais material que seja, tem sempre uma única causa: pessoas. E nossas raízes são sempre pessoas. Nosso passado, presente e futuro são e serão sempre: pessoas.
Cortar raízes é o primeiro passo para a queda. Queda esta que, inevitavelmente virá para as árvores que procuram subir cada vez mais, em direção ao sol, se esquecendo que, a qualquer ventania, todo esse esforço em alcançar aos céus será simplesmente em vão.

Imagem retirada de http://www.sigmedestetica.com/macova/homem%20raiz.jpg


18 September 2011

O novo velho Blink

Pra começar essa review, antecipo o que era óbvio: Quem pensou que teríamos um novo álbum do Blink 182 de doze anos atrás, se decepcionou com o mais novo lançamento do trio de San Diego, o Neighborhoods.
Eu, que acompanho o trabalho do trio mesmo após o hiatus, anunciado no segundo semestre de 2003, e acredito que a maioria dos fãs das antigas, já esperava que o que teríamos eram letras mais maduras e, obviamente, arranjos também (principalmente).
Na verdade o que eu esperava para esse álbum era um mix das bandas de Tom Delonge, a Angels and Airwaves - que veio a publico em 2006 e continua sendo projeto paralelo de Tom, mesmo após a volta do Blink, com um som totalmente “viajado”, com efeitos de guitarra “espaciais”, sons sintetizados e letras filosoficamente românticas. - e a banda Plus 44, de Mark Hoppus e Travis Barker, que teve uma carreira menos bem-sucedida e duradoura. Ou seja, esperava um som rápido, com a pegada cada vez mais trabalhada do (opinião pessoal) melhor batera dos últimos 10 anos, porém, com letras amadurecidas e rifes vibrantemente “espaciais”.
A impressão que tenho, até o momento, é a de que acertei na mosca!
No começo pensei até que teríamos uma banda mais Angels and Airwaves do que Plus 44, através da primeira faixa, ou melhor, o começo dela. Mas a própria primeira faixa já diz o que serão as próximas faixas, um verdadeiro mix mesmo.
A parte ruim dessa volta fica por conta do clipe para o primeiro single, Up All Night, que traz uma espécie de clipe das antigas, onde as letras e atitudes do Blink eram totalmente voltadas ao público teen, os chamados “revoltados sem causa”. Nitidamente não tem nada a ver com as novas músicas e com as próprias fases dos integrantes da banda, e não passa de uma jogada frustrada de tentar resgatar os velhos fãs, agregando novos jovenzinhos nessa investida.
Mas voltando ao foco principal que é a música, Travis Barker, o “batera de todos os ritmos”, agrega a esse novo álbum uma diversidade de ritmos e batidas nunca antes ouvida em álbuns da ex-punk rock Blink.
Sobre as pessoas que (já ouvi) dizem que o novo álbum é decepcionantemente ruim (estou sendo diplomático, evitando os palavrões), acredito que são muito inocentes e deveriam estar mais decepcionados com o último álbum do Blink, antes do hiatus, o auto-entitulado Blink 182 de 2003, que foi o primeiro deles a introduzir essa nova fase musical do trio.
Em minha humilde opinião, o Neighborhoods é umas quatorze vezes (número de faixas na versão Deluxe) melhor do que o álbum de 2003.
Em relação ao futuro da banda é difícil dizer, pois, existem duas questões que podem atrapalhar: A fase de seus integrantes, como a de Mark Hoppus que se divide entre a banda e seu talk-show na TV Fuse, e a dificuldade em atrair seus antigos fãs e um novo público ao mesmo tempo.
Para encerrar deixo uma recomendação aos antigos admiradores da pegada Blink: A faixa “Heart's all gone”...


04 September 2011

Como vai seu passado?

Particularmente, sou uma pessoa que procura sempre idealizar o futuro, definir metas e buscá-las. Às vezes, para quem procura melhores ares no futuro, é bonito dizer que o passado não importa, apenas o futuro e as ações do presente, e que devemos nos divorciar do passado por ele não levar a lugar algum. Realmente ele não volta, porém, nos ajuda a compreender e evoluir.
Por quantas vezes nos queixamos de que a vida está sendo injusta conosco, quando na maioria das vezes nós mesmos estamos cometendo injustiça com ela.
É aí que entra a questão de sempre levar na mochila do futuro, alguns pedaços de passado. Eles são úteis para podermos compreender a maioria das coisas que estão acontecendo e que virão a acontecer. Lembra daquela velha frase que nossas mães sempre nos dizem: "- Quando a vida nos fecha uma porta, ela nos oferece várias outras abertas". É bem isso mesmo, sábias palavras.
É a pessoa que pretende subir na vida, trabalha arduamente para isso, mas sempre se queixa de que as coisas nunca estão tranquilas para ela. Ou mesmo aquela, que sempre se queixa de não ter sucesso em seus relacionamentos - esse exemplo, em especial, foi ligeiramente inspirado em um caso em particular da família (né, primo?!).
Nesses exemplos, e em grande parte de outros exemplos de descontentamento com a vida, as pessoas se esquecem de analisar seus pedaços de passado, e acabam sendo injustos.
A pessoa que trabalha arduamente e não consegue a tal tranquilidade se esqueceu do quanto evoluiu, o quanto conquistou ao longo da caminhada, e o quanto a falta de tranquilidade a faz continuar e jamais deixar de conquistar novos objetivos.
A pessoa que sofre por não ter a pessoa que sempre idealizou, se esquece de que todas as pessoas que passaram por sua vida, e que não deram certo, não são, nem de longe, a pessoa idealizada.
Bom, essa segunda questão é um pouco mais complexa, confesso.
Mas a idéia que me veio, é atentar para esse equívoco que por vezes cometemos, o de reclamar de uma vida de sucesso, simplesmente por pensarmos muito no futuro, sem usarmos o passado a nosso favor e com isso não conseguirmos ver a real situação.
Tudo na vida tem o lado bom! Inclusive as situações exemplificadas aqui podem ser entendidas como uma questão de evolução por descontentamento. Porém, o grande perigo é que esse descontentamento pode se tornar um grande impedimento.
Como sempre, opinião pessoal e aberto a discussões!

Imagem extraída de http://3.bp.blogspot.com/_CWL8fOi50B4/S9eDyOd_xdI/AAAAAAAAAPE/4hdIBX3dmXw/s1600/11.jpg


26 July 2011

Da série "Perguntas Difíceis de se responder"

Por quantas e quantas vezes em nossas vidas, as vezes por conveniência, outras espontaneamente mesmo, nos vemos em situações nas quais fazemos de tudo, ou no mínimo quase tudo para agradar alguém ou algum grupo, comunidade, sociedade? Inúmeras vezes...
Há a letra de uma música, muito boa por sinal, Descartáveis da banda capixaba Dead Fish, que diz:
A humanidade é o produto. Sempre atrás de bonificações.
Talvez essa seja a essência de muita coisa mesmo. Talvez isso explique algumas, ou melhor, várias atitudes que tomamos no dia-a-dia. É o chefe, os colegas, os amigos, a esposa, o namorado, o cliente, o sogro, várias (se não todas) pessoas e grupos nas quais estamos constantemente preocupados em impressionar, ou no mínimo agradar.
Por falar em essência, - a liberdade de interpretação é sempre o supra-sumo da Liberdade, porém, vou pedir licença para explicar a minha intenção com essa rapidinha de hoje - não é que estamos errados em agradar, afinal, a vida é política, diplomacia e boa convivência. É isso que mantém o mundo girando há tempos e tempos. O texto de hoje começa e termina com perguntas... Afinal, a vida é uma grande pergunta (?).
Por quantas vezes paramos para pensar se o que estamos fazendo, nossas atitudes ou relacionamentos estão agradando a única pessoa que realmente importa na vida, nós mesmos? Quando vamos ter a consciência de que a tão perseguida felicidade só existe pra mim se for pra mim e pra você se for pra você? 


11 July 2011

Mercado mobile: A batalha continua

Quando se participa de um evento de tecnologia com foco em desenvolvimento de software, a ultima coisa a se esperar é que você sairá com uma opinião formada sobre qual melhor tecnologia a se utilizar, principalmente se tratando do grande caldeirão do segmento mobile, que está em fase fervente por aqui.
Não foi diferente com a minha participação na trilha mobile do TDC2011. E como um típico desenvolvedor apegado que sou (e que luta para deixar de ser), cheguei, assim como muitos (me arrisco a cogitar maioria) dos desenvolvedores ou entusiastas do segmento mobile, agarrado a idéia de que nada se compara e nada fará tão bem à humanidade (entenda-se comunidade de desenvolvedores) quanto a plataforma "Googleana" do Android.
Porém, como disse, procuro lutar contra a idéia de que, o que me faz bem é o bem e pronto! Tentando com todas as forças, participei de mente aberta e procurei me atentar ao que tinha a dizer cada um dos quatro principais "donos" do segmento na atualidade.
A Nokia, com seus números avassaladores (100,3 milhões de smartphones vendidos no ano de 2010) fez uma coerente menção aos featurephones (celulares modernos, porém, que ainda não se encaixam na categoria smartphone), que ainda representam a grande maioria de aparelhos vendidos no mundo. A novidade da Nokia para nós, desenvolvedores, é a  tecnologia de interface com usuário que permite aos desenvolvedores e designers trabalharem em conjunto para criarem interfaces animadas, sensíveis a toque e aplicações leves, o qtQuick - que utiliza-se da linguagem declarativa QML, uma espécie de mix entre CSS e Javascript.
O que pude observar sobre a proposta da Nokia, é que a mesma busca um nicho que acabou sendo um pouco esquecido pelas concorrentes e isso pode se tornar seu grande trunfo. Ou não, se a gente levar em consideração a grande crescente das vendas de smartphones nos últimos meses. Inclusive uma das grandes novidades tecnológicas empregadas pela Nokia - com amplo suporte através do qtQuick - o NFC, que é uma espécie de bluetooth, mas com emparelhamento quase que on touch, não me agrada e não consegue me convencer de que será uma grande sacada.

Sobre o Android, o queridinho, inclusive meu, graças ao meu esforço de não querer ser parcial, acabei entendendo que a publicação das aplicações no Android Market é um pouco complexa demais. Tudo bem vai, mas tudo isso porque a segurança oferecida pela plataforma é cruelmente (para a concorrência) impecável! Tá aí, não consegui ser muito imparcial... Mas também, como não pender para o lado da maior e mais inovadora empresa de tecnologia de todos os tempos, ainda mais contando com a presença de um dos seus legítimos representantes (Daniel Galpin, no Google desde Maio de 2010).Mas enfim, agora falando sobre uma outra empresa querida por muitos, a Apple, assisti o testemunho de dois empresários muito bem sucedidos no explosivo mercado de games para celulares (Bruno Machado e Luiz Menezes). As divertidíssimas dicas sobre esse segmento realmente abafaram qualquer propaganda feita a plataforma da Apple. Aliás, toda e qualquer boa propaganda de qualquer produto dessa empresa é desnecessária, mas me faz lembrar que pra ter um equipamento deles devo desembolsar no mínimo alguma grana... Sem falar que - e até mesmo por esse último motivo - a fatia abocanhada pela empresa de Steve Jobs dificilmente será maior que a concorrência, apesar da qualidade de seus produtos. Porém, analisando a plataforma, em si, cheguei a conclusão de que a publicação na AppleStore é mais fácil do que no Android Market, inclusive se tratando de lucratividade.
Devo mencionar uma dica do Luiz Menezes que não me sai da cabeça:


Para se ter sucesso com games para celular, além de outras coisas, é preciso idealizar jogos de rápido desenvolvimento, que demorem no máximo dois meses para se desenvolver, pois, é com a quantidade de produtos que se ganhará mais, até pelo baixo valor de venda que deve-se oferecer na AppleStore. - fica a dica.
Por último o que mais me impressionou. A Microsoft, odiada por poucos e utilizada por muitos, me surpreendeu com o seu novo Windows Mobile 7. Mesmo! Vou logo para a minha impressão:
O WM7 vem para, sem dúvida alguma, concorrer diretamente com o já sucesso Google Android. E vem forte, com uma proposta, como todo produto Microsoft, ao mesmo tempo baseada em sucessos já concretizados, como o Android e também inovadora, com foco na usabilidade simples e eficiente. E para completar a tentação para os desenvolvedores de mente aberta, as ferramentas facilitam cada vez mais, e "esfregam na cara" um ganho de produtividade absurdo, em vista de IDE's e SDK's concorrentes.

Minha conclusão na verdade já foi escrita no começo desse artigo, sair de opinião formada disso tudo é praticamente impossível, pois, a sardinha acabou se dividindo em quatro, mas o que eu posso afirmar, com certeza, é que vem por aí mais um capítulo da batalha de titãs "Microsoft versus Google". Escolha seu lado mas se possível dê atenção aos dois, pois o mercado mobile está a mil, a milhão, e quem souber agradar a Gregos e Troianos se dará bem, com sua porcentagem na mão.


19 June 2011

PL122


Essa algumas pessoas já conhecem, é uma nota que postei no meu Facebook há algumas semanas atrás. Estou postando novamente, dessa vez aqui no blog, por dois principais motivos: O primeiro é a falta de inspiração que me é peculiar nesses últimos dias. A segunda é que por aqui, a chance de mais pessoas conhecer este fato é maior, já que o Facebook é um recurso mais exclusivo.
Antes da nota, acredito que é bom sim esclarecer que não faço parte dos beneficiados pela PL122. É que infelizmente no Brasil e no mundo, as pessoas se sentem receiosas em defender alguma causa que não seja em seu próprio benefício, com medo de serem confundidas. Oras, se eu defender (e defendo) a luta dos negros contra a discriminação que sofrem, de repende as pessoas vão me ver negro? Ou se defender o direito aos cadeirantes, amanhã as pessoas vão começar a me ver de cadeira de rodas? Se vão, não me importo. Fica a deixa para quem é contra a discriminação ou até mesmo a favor, de opinarem sobre a questão e defenderem seus pontos de vista. O que precisa ser realmente mudado no mundo, é que devemos lutar não somente pelas causas que nos beneficiam, devemos parar de se preocupar apenas com o próprio bem-estar, pois isso é muito fácil e não ajuda ninguém, pois você sozinho não é ninguém...

PL122

Acabo de receber a seguinte petição para um abaixo-assinado:
"Graça e Paz.
Esse abaixo-assinado é contra a lei PL122. Quero deixar bem claro, que nós cristãos não somos contra o Homossexual, somos contra o Homossexualismo.
Diga NÃO a PL122/2006"
A essa pessoa, na qual (felizmente) não faz parte do meu círculo de amizade, eu diria:
Antes de qualquer coisa, você deveria fazer um protesto contra a pedofilia (homossexual), que rola solta nas igrejas pelo mundo, inclusive a sua.
Incrível alguém ter a coragem de levantar um protesto contra uma lei que garante um pouco mais de liberdade em nosso país. Independente de qualquer coisa, a PL122 tem teor de Liberdade, algo que a maioria das pessoas nesse país pensa existir em sua plenitude. O melhor (ou pior), dizer ser contra homossexualidade e não contra homossexuais é algo digno de nosso desprezo, pois, por si já se caracteriza como sendo algo "pensado" por um acéfalo. O dia em que as pessoas seguirem seus próprios pensamentos, e não o de um padre ou pastor, terão a noção do quão estavam equivocadas, pois, saberão que perseguir alguém por sua condição sexual, é perseguir um irmão/ irmã por pura e simples ignorância, e terão a noção de que trata-se do mesmo "critério" utilizado por grandes bestas, como Adolf Hitler, e o grande erro do ser humano é se esquecer de fatos como o holocausto - opinião pessoal.Nada contra (nem a favor) de religiões, apenas contra maldades, como a repressão a liberdade.
Caso recebam um email como esse que recebi, pedindo para assinar contra a PL122 e resolvam enviar pra mim, antes disso, enfiem esse email no meio de suas consciências e mandem pra lixeira!


14 June 2011

Pobres ricos miseráveis

Vou me passar por rico por um dia. Será que me dou bem? Rico não gasta dinheiro, pois, mesmo tendo muito, todos em sua volta fazem questão de paparicá-lo. Consequência disso? O rico é tratado como um miserável.
O rico não paga balada, é VIP! Recebe todo tipo de presente. Oferece também, mas é isso, os presentes são moedas de troca. Em dinheiro mesmo, o rico nem encosta.
Talvez a inspiração pra esse texto tenha vindo há uns quarenta minutos atrás, quando me deparei com um senhor pedinte no semáforo - leia-se bem senhor mesmo, estilo papai-noel, só que claro, magrinho, coitado. Sim, porque, rico que é rico mesmo é gordinho: Grande preferência entre as mulheres que se preocupam mais com as contas da academia e do spá do que com o que sai de suas belas bocas.
É, não sei se me passaria muito bem por rico, enfim...
Tudo o que o senhorzinho maltrapilho queria era, acreditem, ser rico! Só assim ele ganharia algumas moedinhas - aquelas, que a gente guarda no bolso, joga em algum canto quando chegamos em casa e ali ficam por tempos sem serem incomodadas - sem esforço algum, sem ao menos ter que pedir e se sujeitar a ser ignorado por nós, os pobres...


13 June 2011

Povo sem educação não quer educação

Amanda Gurgel, professora
O mundo acompanhou há alguns meses atrás um movimento que tomou proporções gigantescas através da internet, que culminou na queda de um chefe de estado, o ditador Hosni Mubarak, no Egito. Antes e após esse acontecimento, que ficou marcado como sendo a mais importante e legítima manifestação popular, utilizando-se das novas tecnologias de interação social da internet, outras semelhantes ondas de protestos e reivindicações tomaram conta da grande rede.
No Brasil houveram episódios semelhantes e até inusitados, como o protesto contra uma parte dos moradores do bairro paulistano de Higienópolis, que foram contra a construção de uma estação de metrô e acabaram virando motivo de piada, além é claro, revolta e top-trend no Twitter. Aliás, os brasileiros estão freqüentemente no topo da lista dos assuntos mais comentados do mundo nessa rede social. Os assuntos são diversos, desde a dança dos famosos até o Thiago Neves, depois de marcar um gol pelo Flamengo (aliás, o que só comprova, infelizmente, qual a maior torcida do Brasil...).
Há alguns dias atrás fiquei muito empolgado depois que um vídeo de uma professora nordestina (Amanda Gurgel), dizendo umas boas verdades a nossos "queridos" governantes, caiu nas graças do povo conectado brasileiro. E mais ainda depois que, ela própria, convocou os twitteiros de plantão para uma grande manifestação através da rede, reivindicando uma parcela maior do PIB brasileiro destinada a educação do país.
Minha empolgação logo se transformou em desânimo total para com a maioria dos compatriotas, que levaram a Sabrina Sato ao top-trend, por conta de seu novo penteado, ao invés da manifestação a favor da educação, única e desgastada ferramenta capaz de eliminar qualquer problema de uma comunidade, nação e do mundo.
Antes das conclusões que vos é direito, falo e escrevo sobre educação de boca e mão cheios, pois, sou testemunha viva do que a educação pode trazer de benefício e transformação a um ser humano. E a transformação de um país começa com a transformação de cada um que faz parte dele.
A educação não necessita ser imposta, mas necessita ser direito, o que não é em várias partes do mundo, coisa que nem todos sabem ou se importam. O que quase todos sabem e, ainda assim continuam não se importando, é que educação é palavra de baixo calão para alguns (maioria) dos governantes.
E não, quando falo sobre educação, não me refiro a algo abstrato como quando falamos sobre a paz - "eu quero a paz, vamos lutar pela paz..." - não, me refiro a merenda descente, materiais didáticos de qualidade e modernos, condizentes com a era tecnológica em que vivemos. Coisas concretas e pagáveis, pois dinheiro jamais deveria faltar. Não tem aula porque? Não tem professor? Porque? Porque ninguém quer se matar a míseros trocados.
Hoje a área de tecnologia, na qual tenho o orgulho de atuar, sofre um déficit de pelo menos 90 mil profissionais no Brasil, tendo as empresas brasileiras que, por muitas vezes, recrutar estrangeiros para atuar aqui. Por que?
Porque pessoas que poderiam fazer a diferença, lutando, reivindicando um lugar melhor pra se viver, preferem gastar a energia de um clique, para comentar o cabelo de uma personagem de silicone que vai contra tudo o que a mulher luta há anos: reconhecimento por ser inteligente e capaz, tanto quanto os homens. Ao invés disso, poderiam gastar a mesma quantidade de energia apoiando a luta de, essa sim, uma mulher de verdade, que não se alienou nem se entregou à imposição do estado de manter seu rebanho confinado e produzindo energia para suas engrenagens tortas.
Para me sentir melhor, procuro pensar que as pessoas que não ligam para uma manifestação em massa em pról da educação, devem agir assim por coerência. Isso! coerência, pois estariam protestando contra pessoas pelas quais elas mesmo elegeram...
Mas eu? nem desse mal eu sofro, pois meus votos nulos jamais (espero) pertencerão a eles.
Enquanto isso, a educação continuará soando como uma blasfêmea, pois, só assim eles continuarão fazendo o povo pensar que votar em palhaço é sinal de protesto e que voto nulo elege os maus...


10 June 2011

Saudades do Oeste

Existem certas notícias que nem deveriam ser veiculadas, muito menos comentadas, como vou fazer agora, para não se tornarem Ibope. É que o nível de indignação é tamanha que se torna o tipo de coisa impossível de não reverberar pelos quatro cantos.
Há alguns dias atrás fora assassinado um estudante da USP, Felipe de Paiva, de 24 anos. Ontem, um dos autores do crime se entregou a policia. Mas não, esse não é o protagonista...
Ao ser questionado sobre a possibilidade de o bandido entregar a identidade e paradeiro do outro participante do crime (apontado como o autor dos disparos), o advogado do criminoso, se é que se pode o entitular assim, disse na maior naturalidade do mundo que "bandido tem código de ética", que "bandido não entrega bandido"...
Isso me fez pensar o quanto eu vivo em uma era chata e como eu gostaria de estar vivendo no Velho (e bom) Oeste, onde nem mesmo os bandidos seguiam regras e códigos de ética...


09 June 2011

O "re-início"

Em 2007 eu lançava a primeira versão do meu site. Uma espécie de "jogo", onde o visitante circulava por um apartamento fictício, onde encontrava um pouco das coisas que eu gosto e me inspiram. O site era integralmente em Flash, uma tecnologia que na época ainda "bombava".
Em 2009 o site ganhou ares de blog, pelo menos era a idéia. Foi desenvolvido em .net e no começo ganhou algumas postagens. Algumas, pois não tive muito tempo para postar muita coisa por motivos de força acadêmica maior.
Agora, em 2011, o meu site se torna por inteiro, um blog. Pelo menos agora ele se utiliza de um serviço desse.
Desviando um pouco da idéia de 2009, onde eu pretendia postar mais sobre tecnologia do que qualquer outra coisa, dessa vez pretendo que esse tema seja o menos lido por aqui, afinal, não me considero nerd, geek ou algo do gênero, apenas trabalho com vários deles. E esses colegas falam muito bem sobre o tema, portanto, não há necessidade de cultuar isso aqui.
Pretendo apenas escrever sobre o que vem na cabeça, seja filosófico ou inútil mesmo.
E dessa vez pretendo escrever mais... mas não esperem que esse "mais" seja "muito", pois até eu duvido...